02 janeiro, 2012

Sou o nada.

Por vezes, penso
Que sou o nada que te completa
E ou o tudo que te afecta
Sou as rimas disfarçadas de silêncio
E o escuro por de trás da luz
Tão magnífica como indescritível
E que nem sei, ao certo como é, ou sou
Sou um rascunho esquecido
Tal como, a mensagem futura que nem leste
Sou o perdão não concedido
E o pedido mal feito.
O amor que morreu nos teus braços
E a água que nunca te há-de saciar a sede
Sou o tapete por varrer que ficou á espera
Que teus pés caminhassem perante ele
Sou os olhos que perderam o brilho
Naquela noite especial
Em que os teus braços do nada pegaram nos meus.
E por fim o tudo se encheu do nada
E o tapete cheio de pó
Te olhou nos olhos
E os teus objectivos foram postos em segundo plano.
Sou a confusão que agora viste
E o nada que a confusão fez para que percebesses
Que no fundo é isso
Sou nada
Sei nada
E sinto nada.
Porque quem sente, é o que sente
E o que sinto não passa de emoções
Que em breves serão trancadas
Com a sensação que nunca mais
As chaves serão encontradas.

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